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Defender e fortalecer o ensino técnico e profissionalizante no Estado, bem como propor e analisar programas que disciplinem todas as questões referentes ao assunto, são alguns objetivos da Frente Parlamentar em Defesa do Ensino Técnico e Profissionalizante lançada no plenarinho da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, 10. O secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, esteve presente acompanhado de equipe técnica e deu um panorama geral do que vem sendo realizado e planejado pelo Governo do Estado nessa área.

Para o secretário, é muito importante ajudar os jovens a decidirem o que irão fazer após a vida escolar. “Em toda escola de ensino médio que visito, faço questão de entrar numa sala de 3º ano e perguntar o que os jovens pretendem fazer dali pra frente”, contou ele.

Um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que pessoas que têm formação técnica específica para uma vaga que exija qualificação ganham 25% a mais do que as que atuam sem essa condição. O dado demonstra a importância de se criar e discutir programas e linhas de trabalho sobre o assunto. 

A Rede Pública Estadual oferece hoje, 46 cursos técnicos distribuídos em 130 Unidades de Ensino. Em 2019 foram feitas 15.528 matrículas, sendo que 6.598 alunos cursam Ensino Médio Integrado a Educação Profissional e 8930 estudantes cursam Ensino Técnico concomitante e subsequente ao Ensino Médio. Esses números representam 6,3% dos estudantes matriculados no ensino médio da rede estadual de ensino.

“Estamos conhecendo e ouvindo as necessidades dessas instituições e trabalhando para valorizar e melhorar a qualidade dos cursos oferecidos”, finalizou Uggioni.

Para ampliar e incentivar ainda mais os cursos técnicos, está firmada uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e a Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), por meio do Sesi e do Senai, que vai oferecer neste segundo semestre 3.790 vagas em 40 municípios de todas as regiões do Estado.

Para o proponente da frente parlamentar e também técnico agrícola, deputado Altair Silva, “os alunos que saem do ensino médio com o curso técnico, se inserem mais rapidamente ao mercado de trabalho e chegam à faculdade custeando seus estudos com o salário arrecadado com a nova profissão”.