Santa Catarina Secretaria de Estado da Educação
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Secretaria da Educação moderniza criação do Projeto Político-Pedagógico das escolas da rede estadual PDF Imprimir E-mail
Por Alessandro Bonassoli   
Sex, 05 de Fevereiro de 2010 13:30
A Secretaria de Estado da Educação, em busca da construção de uma Educação de qualidade, desenvolve um esforço para que todas as escolas revisem e atualizem o seu Projeto Político-Pedagógico (PPP). A partir de 2010, isso pode ser feito por meio da Internet, aprimorando o processo e tornando-o mais ágil.

De acordo com o secretário de Estado da Educação, Paulo Bauer, além de ser uma obrigação legal, o PPP deve traduzir a visão, a missão, os objetivos, as metas e as ações que determinam o caminho do sucesso e da autonomia a ser trilhado pela instituição escolar. É um documento produzido como resultado do diálogo entre os diversos segmentos da comunidade escolar, com a finalidade de organizar e planejar o trabalho administrativo-pedagógico, buscando soluções para os problemas diagnosticados e traçando os rumos da educação de cada unidade.

"Esta é a primeira vez que disponibilizamos uma ferramenta de apoio e controle para que todas as escolas possam enviar à Secretaria e depois conhecer via internet o PPP, visando à qualidade do ensino", comemora Bauer. A novidade é resultado de um esforço conjunto entre as Diretorias de Educação Básica (Dieb) e de Organização, Controle e Avaliação (Dioc), que oferecem materiais de orientação e um sistema informatizado de recepção, elaboração, avaliação e publicação dos PPPs das escolas da rede estadual. "Esta ação só se tornou possível graças aos contínuos investimentos em infraestrutura de internet e equipamentos que a Secretaria vem fazendo nos últimos anos para facilitar o aprendizado dos alunos e a administração da rede escolar", lembra o secretário.

Para o diretor de Educação Básica, Antônio Elizio Pazeto, "é necessário fazer do PPP um instrumento que sintetize a concepção e o desejo da comunidade escolar, tornando a gestão e as práticas pedagógicas das escolas um esforço coletivo, com rumos claros e práticas formadoras de conhecimentos e de cidadãos". Segundo ele, em função da legislação, que concedeu autonomia para as unidades escolares, aconteceu progressivamente um distanciamento por parte da Secretaria em relação ao seu papel primordial de sistematizar, coordenar, traçar diretrizes e exigir determinados padrões para a criação do PPP. "A Secretaria passou a esperar que as escolas assumissem o seu papel na produção adequada dos programas, mas não aconteceu bem nem uma coisa nem outra. Com o novo sistema, retomamos a condução do assunto, mas preservando a autonomia das escolas", comenta.

Na prática, as escolas têm o mês de fevereiro para elaborar o documento do PPP, encaminhando-o, via sistema, às equipes de ensino das respectivas Gerências Regionais de Educação (Gereds), que fazem a avaliação e eventuais recomendações. Após a aprovação regional, a versão final é encaminhada à Secretaria, onde a Dieb procede à análise final e a homologação. Neste processo a responsabilidade da Dioc é desenvolver a solução tecnológica e monitorar o processo de envio. O diretor de Organização, Controle e Avaliação, Fabio Alexandrini, reforça que "a tecnologia deve sempre estar a serviço dos processos organizacionais e facilitar o envio/recepção, avaliação e disseminação de informações, ou seja, facilitar a comunicação entre as pessoas".

 
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