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Vanessa Neiss nos preparativos para o ENEMVanessa está se redescobrindo durante a pandemia: percebeu que as rotinas com a ajuda dos professores são mais leves, e também aprendeu a se cobrar menos. Michel passou mais tempo com sua família, mas tem medo de ficar sem aulas práticas quando começar a faculdade de medicina. Ana Paula, por sua vez, sentiu muita falta da convivência com os professores e colegas, o que influenciou em seu foco nos estudos. 

Todos esses adolescentes do terceiro ano do Ensino Médio da rede estadual de ensino estão enfrentando as adversidades da pandemia enquanto se preparam, em casa, para um momento decisivo de suas vidas: o Exame Nacional do Ensino Médio de 2020, que normalmente acontece ao final de cada ano. No entanto, com a pandemia do Covid-19, o calendário de 2020 foi reajustado e haverá, além da prova impressa, a prova digital. A prova impressa será nos dias 17 e 24 de janeiro, já a digital está programada para os dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Pensando nisso, a equipe de assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (SED) conversou com Vanessa, Michel e Ana Paula para compartilhar dicas de estudo e entender a rotina vivenciada nesse período de incertezas.

Os professores fazem parte da sua trajetória

Os docentes foram imprescindíveis nos preparativos de Vanessa Neiss, estudante da EEB Padre Vendelino Seidel, em Iporã do Oeste, tirando dúvidas e enviando conteúdos. A estudante conta que no início teve muita dificuldade para manter alguma rotina, uma vez que imaginava que a pandemia não iria durar muito tempo e queria aproveitar para descansar.

Para ela, o contato com os professores foi muito importante para a retomada do foco nos estudos. “Graças a eles, estou conseguindo manter uma rotina de qualidade. A preparação a distância vem sendo mais complicada, pois tem sido difícil manter o foco e evitar a procrastinação não estando no ambiente escolar, com uma vida totalmente diferente.”

Pausas podem ajudar na sua concentração 

Michel ajuda os pais durante a tarde, e estuda de manhãMesmo com as aulas remotas, Michel Henrique Thomé, estudante da EEB Madre Benvenuta, em São João do Oeste, começa seu dia às 6 horas da manhã e mantém uma rotina de 4 horas de estudo divididas em duas matérias. Pela tarde, tem o costume de ajudar a família nos afazeres da casa, como uma pausa dos estudos. E, à noite, aproveita para revisar conteúdos que não conseguiu ver durante a manhã. Para ele, os receios dos vestibulares surgem em relação ao futuro: como quer cursar medicina, tem medo de ficar sem aulas práticas por muito tempo, uma vez que as considera importantíssimas para os estudantes da área da saúde.

 

A importância dos exercícios físicos

Vanessa comentou que tem bastante ansiedade e costuma se cobrar muito no dia a dia. Em sua rotina de estudos, percebeu que, ao realizar atividades físicas, mesmo que em casa, conseguia espairecer e se desligar um pouco das cobranças. “Não pense que esse tempo será perdido. Por muito tempo achei que se fosse me exercitar, não conseguiria estudar tudo que preciso, e acabava não indo. Mas depois entendi que, na realidade, quando você retorna, consegue um resultado muito melhor. A diferença é muito grande”, avalia ela.

Adapte a sua rotina

Ana Paula se apoiou nas lives dos professores para seguir com os estudosAna Paula Minelo Gauto, da EEB Governador Ivo Silveira, em Palhoça, se adaptou com uma rotina mais leve, com foco total em sua saúde mental. A estudante conta que foi muito difícil lidar com as atividades remotas ao longo da pandemia: “O fato de ser remoto, a princípio não me assustava tanto, mas não era só isso. Era isolamento social e aulas não presenciais. Uma coisa é você estar acostumado com atividades remotas é só ter que se adaptar com o isolamento. Outra, é você ter que reaprender como aprender, sem ter calor humano direito.”  

Em sua escola houve uma espécie de conselho de classe com estudantes e professores para a análise de pontos positivos e negativos no desempenho de ambos. Para Ana, esse alinhamento foi essencial para que conseguisse acompanhar os conteúdos, pois ela mesma sugeriu a realização de lives com os professores para que houvesse, então, mais interações e trocas. 

A estudante comenta que, às vezes, realmente é difícil seguir o ritmo intenso de estudos antes do Enem. Por isso, acha que a rotina de estudos deve ser construída aos poucos e com cuidado, inserindo-a no dia a dia para, então, transformar-se em um hábito que o aluno esteja acostumado a cumprir.

Que tal umas dicas de estudo?

Ana Paula estruturou sua rotina de estudos da seguinte forma: além das lives dos professores, assiste vídeos no YouTube que sejam informativos e, ao mesmo tempo, a entretenham — no caso dela, conteúdos de linguagem e ciência da natureza. A estudante segue portais de notícias nas redes sociais para se preparar para possíveis temas de redação e segue pessoas ou organizações que tenham como tema os vestibulares, aproveitando para pegar dicas, modelos de mapas mentais e indicações de livros.

Já Vanessa estuda quatro horas por dia, dividindo entre duas matérias, de preferência de áreas totalmente diferentes, para não se entediar. Como forma de se organizar, faz tabelas no Excel para montar seu cronograma de estudos e não se perder no dia a dia. Ela acredita que a melhor forma de aprender é fazer, errar, refazer e, para isso, vincula os exercícios de simulados e provas às atividades da escola e vídeos do YouTube. 

Michel também utilizou os simulados para manter uma rotina de estudos: em 2020 se inscreveu em diversas plataformas gratuitas, treinando nas provas como se estivesse realizando o ENEM. Além disso, para a redação, deu a dica de procurar listas de temas, para treinar e se manter atualizado para as possibilidades que podem cair na prova.

Simulado Enem Digital SC

Postagnes Instagram 4O Simulado Enem Digital SC foi uma forma de prática para os 1148 estudantes da rede estadual de ensino que participaram da iniciativa neste ano. No projeto foram disponibilizadas provas no modelo do Enem aos inscritos por meio de um aplicativo desenvolvido pela Plataforma Educacional Studos.

Realizado nos dias 05 e 06 de dezembro, o simulado trouxe a vivência de um dia de aplicação do Enem, conforme os moldes da prova real, com provas das quatro áreas do conhecimento, Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias. 

Como parte do projeto do Simulado Enem, a SED também realizou uma série de lives em seu canal do Youtube com professores de toda a rede estadual sobre conteúdos de cada uma das áreas do conhecimento, além da redação. Os cinco vídeos já contam com mais de quatro mil visualizações e podem ser acessados pelos alunos neste link.

Busque se conhecer

Vanessa e Ana Paula, ainda que vivendo em cidades tão distantes, sentiram o mesmo peso da ansiedade chegar com a pandemia. Vanessa passou a ficar muito mais preocupada sobre como lidar com sua ansiedade em relação aos estudos e com seu desempenho nos vestibulares. Mas percebeu que, em relação às provas, conseguiu lidar melhor, por serem totalmente diferentes das presenciais. Ana Paula, por também se cobrar muito, sente muito medo de não saber lidar com os vestibulares, por mais que tenha consciência de seu bom desempenho na escola.

Ana Paula, para tentar enfrentar seus medos e a ansiedade, procurou uma psicóloga, considerando que o apoio de um profissional é importante para ajudar na saúde mental. Mas também tentou focar na ideia de que “cada um tem seu tempo, e tá tudo bem”. Vanessa, além de fazer exercícios para espairecer, costuma ouvir música ou meditar, para se desligar de tudo que a preocupa.

Quando perguntados sobre algo positivo que aprenderam, mesmo em meio à pandemia, todos os estudantes responderam que com certeza se conheceram mais. Vanessa, mencionou que o autoconhecimento fez com que as pessoas se tornassem “mais humildes e gratas, o que, sem dúvidas, foi um dos pontos mais positivos em meio a essa situação”. Ana Paula, tem consciência de que “se não der pra passar agora, tudo bem, eu sei que eu dei o meu máximo de vigor para estar aqui”. E Michel aprendeu “a ouvir os outros, ter mais atenção e, sem dúvidas, a pensar mais do que falar”.