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EnsinoEmSC capa siteO cultivo de hortas nas escolas da rede estadual tem funcionado como um recurso didático-pedagógico e uma forma de aproximar os estudantes de questões sociais e de saúde integral. Nesta matéria da série #EnsinoemSC trazemos dois exemplos de unidades que envolveram seus alunos na produção das hortas e possibilitaram a atuação direta na sociedade.

Na EEB Irene Reva Zadorosny, de Papanduva, as ações pedagógicas e sociais vão além dos muros da escola. As verduras e hortaliças cultivadas na horta, como repolho, beterraba, couve-flor e alface são destinadas periodicamente para o hospital municipal São Sebastião.

Horta EEB Irene Zarodosny 1O gestor Edson de Mello explica que as doações acontecem conforme a disponibilidade da colheita: “Por meio dessa ação social colaboramos diretamente com a melhoria do atendimento e com a saúde dos pacientes”.

O projeto da horta envolve alunos das séries finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. De acordo com o gestor, assunto é abordado nas disciplinas de Educação Física, Geografia, Ciências e Biologia: “De forma interdisciplinar os professores trabalham conceitos, princípios, história da agricultura, orgânicos, educação ambiental, problemas e ações sociais e valorização da alimentação saudável”, detalha.

Outra ação do projeto é o envio para a casa dos alunos de mudas para serem cultivadas na casa dos alunos, contribuindo para a alimentação saudável da família dos alunos.

Escola desenvolve horto medicinal

EEBN ROSINA NARDI 2O projeto da Escola de Educação Básica e Núcleo Rosina Nardi, de Seara, contempla, além da horta, a criação de uma composteira, jardim floral, casa dos passarinhos e outras atividades que, aos poucos, estão se tornando realidade. Toda a produção da horta escolar é destinada ao consumo dos estudantes matriculados na Casa Familiar Rural (CFR) Ludovico de Marco, formada por alunos do Ensino Médio Técnico em Agropecuária. As Casas Familiares Rurais são espaços para oferta da Pedagogia de Alternância - na qual o estudante fica um período interno na escola e, outro, em casa.

De acordo com o gestor Erickson Rodrigues do Espírito Santo, o projeto tem o objetivo de fortalecer o trabalho pedagógico com uma visão voltada aos valores sociais e alimentares dos alunos: “Para a escola, esse projeto tem como objetivo resgatar culturas e valorizar o envolvimento com os alunos e comunidade, criando laços, despertando memórias e tornando um ambiente de aprendizado mais prazeroso”, explica ele.

O espaço da unidade é compartilhado pela rede municipal, que atende crianças do pré-escolar ao 5º ano. Com o apoio da prefeitura da cidade e da Associação de Pais e Professores (APP), a escola municipal criou um horto medicinal.
A diretora do Núcleo Rosina Nardi, Loreni Pinkoski Dalago, explica que o projeto busca fazer um resgate da cultura tradicional do cultivo e uso de plantas medicinais para tratamento de doenças. A equipe pedagógica fez uma pesquisa prévia que mostrou que mais de 90% das famílias dos alunos já têm o hábito de consumir chá.

EEBN ROSINA NARDI 3Utilizando conhecimentos da medicina tradicional chinesa, o horto apresenta uma estrutura dividida em 12 canteiros. Cada parte correspondente a um órgão do corpo humano, como fígado, intestino, coração, entre outros. Nesses espaços são cultivadas plantas medicinais que têm ação farmacológica sobre um órgão específico, como macela, malva e manjerona. No centro do horto são plantadas as mudas de plantas cujas propriedades estão na raiz, como açafrão e gengibre. Nesse caso, objetivo é colher a raiz sem danificar o restante dos canteiros. “Nossa equipe toda uma pesquisa teórica para desenvolver esse horto e nas aulas práticas são trabalhados com os alunos temas que envolvem a matemática, a localização dos pontos cardeais, as formas geométricas, entre outros”, destaca a diretora. A ideia é que quando o horto estiver produzindo mudas, uma parte das plantas sejam ofertadas aos pais e familiares que desejarem levar para casa.