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almnt sdvO momento em que saiu o resultado parecia um sonho. Foi o que sentiu Francine Amorim, gestora da Escola de Educação Básica (EEB) Tenente Ary Rauen, em Mafra, quando soube que a instituição ganhou a 4ª edição do Prêmio Nestlé por Crianças Mais Saudáveis, com o projeto “Celular na mão ou pés no chão? A importância do brincar na infância”.

Com 2006 escolas inscritas por todo o Brasil, a unidade se destacou entre os dez melhores projetos do concurso, recebendo uma remuneração de R$ 35 mil.

O prêmio, organizado pela Fundação Nestlé, já impactou a vida de mais de 12.500 crianças de 30 escolas públicas espalhadas pelo país. O programa é uma iniciativa global, que tem como objetivo possibilitar a conscientização e a adoção de uma alimentação equilibrada e da prática de atividades físicas, pilares essenciais para ajudar na promoção da saúde.

Marieusa Barbosa, mãe de Amanda Barbosa, aluna do 2º ano do Ensino Fundamental, vivenciou e sentiu os impactos de todos os processos do concurso dentro da escola de sua filha. “Graças ao prêmio, tivemos um domingo inesquecível. Fizemos um piquenique, local onde pela primeira vez minha filha comeu só alimentos saudáveis. Foi um momento muito especial de conscientização. Enquanto ela comia, eu explicava os benefícios da alimentação balanceada. Interagimos, brincamos e desenvolvemos atividades esportivas. Tudo isso em família. O concurso nos uniu".

Inicialmente, o que motivou a escola EEB Tenente Ary Rauen a participar foi a premiação de R$ 35 mil aos ganhadores para elaborar um projeto voltado para atividades físicas. “Na mesma hora pensamos no nosso tão sonhado parquinho escolar! Estou na escola há 13 anos e sempre almejamos um parquinho, haja vista ser uma comunidade carente, onde poucos alunos têm acesso a momentos de lazer “, complementa Francine.

Comprometimento da comunidade escolar

O motivo para o sucesso da escola foi o comprometimento e adesão total dos professores, gestores, pais e alunos da instituição. A comunidade escolar se dedicou para promover as mudanças necessárias no dia a dia das aulas.

A primeira etapa compreendeu a criação de receitas saudáveis por todos os educadores dos Anos Iniciais. As receitas mais condizentes com a realidade da escola foram desenvolvidas pelos alunos durante as aulas.

Um dos critérios utilizados foi incluir recursos alimentares regionais, como o mel e o pinhão. Porém, para Emanueli Silveira, 11, o bolo de cenoura com cobertura de laranja foi o sucesso da tarde. A estudante também está animada com o impacto a longo prazo da premiação.

“Com o dinheiro do prêmio, nós vamos fazer o parquinho da nossa escola. Ele foi muito esperado por mim e por todos os outros alunos e vai ser fruto de brincadeiras muito divertidas. Fomos nós que escolhemos os brinquedos, como escorregador, tobogã, pula pula e balanço”, comenta Emanueli.

O projeto foi desenvolvido durante a pandemia. Para a professora de educação especial da unidade, Fabiane Woytowicz, esse foi um fator importante para mostrar a união da comunidade. Mesmo com as turmas dividas, as carteiras distanciadas e a frequência das aulas reduzidas, a união e a força de vontade dos participantes se tornou motivo de orgulho para a escola. “Participar do projeto da Nestlé foi algo além do cotidiano, da rotina. Foi um passo para observar e compreender que podemos muito mais do que imaginamos! Foi incrível a parceria da escola e uma realização profissional também”, destaca a professora.

Crianças mais saudáveis

almnt sdv II 3O concurso deste ano teve um recorde de inscrições: durante o processo de realização, somou-se 1.700 receitas criadas, 1.500 momentos de brincadeiras ativas, 1.200 poemas e canções sobre os benefícios da água, 600 piqueniques e 800 campanhas sobre pratos saudáveis. A banca avaliadora recebeu 9.080 arquivos.

Juliana Oliveira, responsável pelo Prêmio Nestlé por Crianças mais Saudáveis, acredita no propósito a longo prazo da iniciativa: “O Nestlé por Crianças Mais Saudáveis tem cada vez mais impactado e ajudado a vida de quem depende da escola pública. O prêmio, mesmo durante a pandemia, segue auxiliando educadores das escolas da rede pública brasileira a se tornarem agentes transformadores", finaliza.

 

 

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